Decisões

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A vida obriga as flores virarem aço, para sobreviver!

Boa noite,

Hoje é feriado nacional, as pessoas da minha igreja estavam pintando as paredes que poderiam contar a história da minha vida, mas como eu ainda estou doente, não pude ajudar, mas fui lá, sorrir e dizer que estava lindo! Antes fui na praia, sorrir com o meu sobrinho, queria ter lavado minha alma no mar, porém hoje não dava, coisas de mulher, todo mundo entende quando falamos “coisas de mulher”. Catei uma pedra branca, sempre gostei de pedras, e hoje ela significa algo novo e bom que está começando em minha visa, mesmo que para começar algo, outra fase tenha que se encerrar.

Me casei há 7 meses e 7 dias, com um cara sensacional, alegre, forte, amável, querido por mim, ele fez a casa da minha irmã e da minha mãe e eu me apaixonei por ele, namoramos por um tempo e ele se mostrou uma pessoa intolerante, mas cuidava tão bem de mim e eu amava esse cuidado, logo o fato dele ter feito escândalo quando eu atendi a ligação de um amigo, ou quando eu desejei ir ao casamento da minha amiga de infância ou várias pequenas coisas que eu evitava fazer para evitar uma briga. E como brigávamos, mesmo namorando, brigávamos demais e as palavras eram pesadas, e eu tinha medo de que um dia de tanto ouvir aquelas palavras eu passasse a acreditar que eram verdade. Então eu ia no espelho e mesmo corando eu dizia que eu era linda, digna, especial e muito amada e essas eram as minhas verdades. Fazem uns dois meses que as brigas, que eram mensais ou quinzenais, se tornaram praticamente diárias, bebidas, descaso, saindo antes das 6 da manhã e chegando depois das 21 ou 22 horas. Como se, ficar ao meu lado, não fosse algo que ele desejasse e eu? eu reclamava por atenção, reclamava por presença, reclamava… até que esse final de semana ele saiu para ver uma das filhas, saiu no sábado de manhã e retornou na segunda a noite. Nenhuma ligação, nada além do silêncio. Nada além da magoa, pois já não há lugar para dor.

Hoje, eu fui ver meu futuro apartamento, se Deus quiser, é pequeno, é do tamanho exato para acolher e me consolar, será meu novo lar. E lá que eu irei juntar meus pedaços, lamber minhas feridas, sorrir em meio as lágrimas, lutar com o telefone quando a saudade doer, é lá que eu vou aprender a esquecer, por isso que hoje eu escrevo, para lembrar da dor e do descaso, lembrar quando a saudade me fizer esquecer.

Ele está no outro compartimento, deitado, já sabe que eu me vou, mas não pediu para que eu ficasse, não disse uma palavra sequer, como se na verdade esse fosse o desejo do seu coração, que eu vá. E eu vou, e vou esquecer e vou sobreviver. Eu sei.

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