2016, valeu, mais tchau!!

chuva

O ano de 2016 começou tenso minha avó com câncer em praticamente todo o corpo e o minha mente se preparando para perder o que sempre esteve aqui, firme como uma rocha, constante como as ondas do mar. A pessoa, que assim como a minha mãe, sempre foi uma constante em minha vida. Sem promessas, mas sabíamos ali, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, para a vida…

Entrei em 2016 uma noiva, estava prestes a casar com um homem que me fazia bem e que me amava. Que cuidada de mim, se preocupava, que se envolveu com a minha família, que meus sobrinhos amavam.

Casei em abril e oito dias depois minha avó faleceu. Eu desejei tanto que ela me visse casada, que me visse “encaminhada”, que eu não percebi que ela sempre soube que eu estava encaminhada, demorei tempo demais para saber que fui muito bem criada por ela, que esse meu coração tem mais dela do que de qualquer oura pessoa. Mas, ela se foi e o meu marido que era um amor, mudou, me deixando cada vez mais sozinha em nossa casa, a alegria do começo acabou tão rápido que nem deu para acostumar a ser feliz. Fiquei doente a maior parte do ano, dor na coluna, seguida por catapora e na sequencia fui diagnosticada com uma hérnia de disco, tudo isso, ainda trabalhando e tendo que aguentar um marido que bebia todos os dias e me diminuía com palavras e ações.

Até que um dia, 7 meses depois do nosso casamento, eu decidir ir embora, solidão por escolha, me pareceu a melhor decisão e fui. Aluguei um apartamento, em um local seguro e próximo do que era importante para mim, família e igreja e fui, com a mala nas mãos e os meus sonhos, não realizados, carregando o pesado fardo da frustração, do que poderia ser, mas não foi.

2016 foi um ano intenso. Fiz coisas que eu nunca pensei que iria fazer, aguentei coisas que eu nem sabia ser capaz de aguentar, experimentei de uma solidão jamais imaginada em meu mundo.

2016 me tirou o que eu tinha e o que eu não tinha. Foi o ano que eu mais tive motivos para chorar, o ano de 2016 foi um ano de luto pra mim. Eu me dei e me perdi, depois tive que ser regatada. Em 2016 me afastei de todas as pessoas que eu amo, para amar uma única pessoa e quando eu voltei. Todos, fampilia e amigos estavam lá.

E quando eu pensei que havia perdido o amor, eu vi o amor, que perdoa, que ama sem esperar retorno, eu encontrei abrigo.

Cresci, talvez me faltem lágrimas, sei que ainda preciso me deixar sentir, me deixar chorar. Mas tudo tem seu tempo e espero que esse ano que vem se anunciando seja de risadas, gargalhadas, de amor verdadeiro, de sonhos realizados. Vamos ver e vamos fazer acontecer.

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