Dançando

Sim, sambei sozinha e valsei também, sou uma mulher de gostos ecléticos, vivo entre Zeca Pagodinho e Chiquinha Gonzaga, vivo sozinha e ao mesmo tempo acompanhada de uma felicidade que não pode ser sacrificada por qualquer companhia. Um dia, me joguei sem olhar para o chão, fazia anos que não me aventurava dessa forma e quando o fiz, o salto não valeu a pena.

Sacrifiquei minha solidão, pensando que o “nós” que se formava iria me nutri de uma alegria compartilhada, pouco durou, quase nada. Vi-me sozinha, justo no momento que pensei ter encontrado companhia, dei tempo, aguardei, sonhei ate, mas quando vi que em vez de companheirismo eu encontrei abandono, partir, melhor ser feliz sozinha, e fui, juntei meus enganos e seguir.

Voltei a dançar, voltei a sorrir, encontrei todos aqueles que faziam minha vida mais colorida.

A vida não é fácil sozinha, mas é bem mais simples do que antes, me enganei e não pretendo me enganar novamente, minha felicidade me é cara, meu sorriso precioso e minhas lágrimas, há minhas lágrimas são só minhas, e já derramei mais do que esperava em um espaço de tempo tão pequeno.

Vou continuar sambando sozinha, valsando de calcinha e rindo de mim mesma, felicidade simples que preenche o ar em minha volta e que de ontem em diante tem, preenchido minha vida.

 Dançando

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