O mar.

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Quando morei em São Paulo sentia saudade de olhar o mar, de sentir aquela brisa gostosa, mas quando estou aqui em Fortaleza tenho preguiça de ir até o mar que é, tipo, bem pertinho de casa, mas hoje eu decidir que iria mesmo sozinha, precisava ficar de frente ao mar, mas devo confessar que mesmo assim, não conseguir organizar essa desorganização, mas conseguir silenciar e foi bom. Ver o sol se despedir desse dia lindo que Deus nos deu e depois a lua cumprir seu papel de forma esplendida, presentes de Deus para as nossas vidas.

Fiquei ali, sozinha, observando que ninguém está só, as pessoas não andam sozinhas, duplas, trios, turmas maiores quando estava voltando para casa avistei um primo com seu filho e fui lá falar com eles e a pergunta que todos fazem é “e você veio só?” e me peguei pensando que estamos condicionados a sempre ter companhia. Está só é motivo de surpresa seguida de pena é meio tenso, mas é real. Mas, não é culpa de ninguém, mas não podemos sair só sem ser julgado como solitário. Pra frente.

Foi um momento gostoso. Quero ir no próximo final de semana e dá um mergulho. Hoje vi que precisava de um mergulho, mas não fui preparada para isso. Pegar um sol, trocar de cor e depois de pele. Provavelmente vou sozinha, com o tempo as pessoas acostuma que eu sou só e que para mim, hoje, isso basta.