Pensei que estavam mortas!!!

Borboletas no Estomago

E agora? Ele tem as belezas que eu admiro. É bom caráter, trabalhador, estudioso, corajoso e Cristão.  Que de todas essas coisas é o que mais me motiva e ao mesmo tempo de expeli.

Medo, de fato estou apavorada, por essa espera dele dizer “oi!” No zap e começarmos as nossas conversas noturnas que entram na madrugada, gosto de falar sobre Deus, sempre desejei alguém com quem eu pudesse falar sobre Deus, que já tivesse lido a Palavra e pudesse trocar comigo pensamentos. Que me abençoasse sem eu precisar motivar.

Eu estou com borboletas no estomago. Estou com medo. Porque fazia tempo que elas haviam fugido de mim, medo do hoje e mais medo ainda pelo amanhã. Medo do que realmente é a vontade de Deus, pois sei que nem eu nem ele temos o desejo de nos envolver de graça, muito pelo contrario, sinto uma necessidade de que a graça de Deus nos envolve e abençoe o que hoje não é nada. Uma amizade que eu posso manter pelo resto na minha vida.

Ele tem bagagem, ele tem cicatrizes; tem três filhas do primeiro casamento, e as magoas de um casamento que não terminou bem, não sei quais foram às marcas deixadas em seu coração, ainda não descobrir minhas próprias marcas.

Sei que tem algo mexendo dentro de mim, pois sonhei com o meu ex marido, tive medo durante a noite. Como se a qualquer momento ele fosse aparecer e pegar meu celular e perguntar daquele jeito bruto, quase quebrando a tela “quem é esse homem aqui? Você é vagabunda mesmo!!” e aquelas muitas palavras que ele dividia comigo quando eu estava fora do seu poder.

Sinal que eu realmente estou me envolvendo, acho que vou colocar o pé no freio. Não vou estancar, só desacelerar. A prudencia nunca foi meu forte, mas parece que os últimos anos me ensinaram a ser mais prudente, sempre achei a prudencia uma justificativa para pessoas medrosas se esquivarem de viver. Eu estava errada!

Ser prudente nos priva de algumas emoções boas e de outras muitas ruins.

Dançando

Sim, sambei sozinha e valsei também, sou uma mulher de gostos ecléticos, vivo entre Zeca Pagodinho e Chiquinha Gonzaga, vivo sozinha e ao mesmo tempo acompanhada de uma felicidade que não pode ser sacrificada por qualquer companhia. Um dia, me joguei sem olhar para o chão, fazia anos que não me aventurava dessa forma e quando o fiz, o salto não valeu a pena.

Sacrifiquei minha solidão, pensando que o “nós” que se formava iria me nutri de uma alegria compartilhada, pouco durou, quase nada. Vi-me sozinha, justo no momento que pensei ter encontrado companhia, dei tempo, aguardei, sonhei ate, mas quando vi que em vez de companheirismo eu encontrei abandono, partir, melhor ser feliz sozinha, e fui, juntei meus enganos e seguir.

Voltei a dançar, voltei a sorrir, encontrei todos aqueles que faziam minha vida mais colorida.

A vida não é fácil sozinha, mas é bem mais simples do que antes, me enganei e não pretendo me enganar novamente, minha felicidade me é cara, meu sorriso precioso e minhas lágrimas, há minhas lágrimas são só minhas, e já derramei mais do que esperava em um espaço de tempo tão pequeno.

Vou continuar sambando sozinha, valsando de calcinha e rindo de mim mesma, felicidade simples que preenche o ar em minha volta e que de ontem em diante tem, preenchido minha vida.

 Dançando

Tempos

amelia

Faz tempo que não escrevo aqui no blog, como o blog nunca foi uma obrigação e sim um prazer, isso é algo que para mim “tá tudo bem”.

Meu aniversário passou, estou oficialmente com 33 anos de vida, e que vida. Deus sempre foi bom e leal comigo, eu é que nem sempre correspondi as suas expectativas, mas para frente. Fiz um encontro no meu aniversário com pessoas queridas e foi bom saber que eu tenho preciosidades comigo, minha família linda e amigos que são de verdade. A vida passou e eles continuam aqui, eu mudei, eles mudaram e a nossa amizade cresceu. Minha quantidade de amigos cresce bem devagar, mas a qualidade é mantida. #osmelhoresamigosdomundo.

Com relação a família, hoje me peguei pensando que meus irmãos já possuem suas próprias famílias e que eu só tenho eles, minha mãe e meus irmãos, minha vida é bem completa e me sinto grata por ter tanto, mas ainda quero mais… claro que quero.

Ano passado meu aniversário foi comemorado e apesar de ter sido bom, não foi tão feliz, fazia um tempo que eu vivia uma sombra do meu eu, estava presa, deixei que as cadeias me aprisionassem e na prisão me sentia segura e apesar da saudade da minha vida entendia que ali era onde eu deveria está, até que a realidade foi me atingindo e de tanto me atingir conseguir cair em mim, peguei as chaves e corrir e mesmo me sentindo livre, de posse da minha vida, do meu ser, chorei com saudade da época que estive cativa de mim, da época em que os sonhos eram um borrão da minha alma, chorei, enlutei, mas não lutei, queria ser livre e para ser livres precisava vivenciar e libertar minha dor, até que ela não significasse mais nada, só passado, nem lamento.

Esse ano, foi alegre e eu louvo a Deus por isso. 33 anos, tendo Deus como amigo é uma honra e um presente, espero que aos 83 anos ou mais nossa relação seja ainda melhor.

Vamos de dor, bom nem tudo tá perfeito, minha hernia discal tem incomodado bastante, saudade de quando eu nem lembrava que tinha coluna, só acordava, levantava da cama, caminhava e começava meu dia até terminar é … minha rotina mudou um pouco… acordo várias vezes durante a noite, pois a posição que eu estou começou a incomodar, daí eu faço um ritual de posições até encontrar uma que eu consiga sair da cama, e caminhar um pouco, meio corcunda dentro de casa e depois deitar e tentar uma posição diferente. O mês terminou e eu preciso fazer compras, mas ainda não sei como vou fazer para subir dois lances de escadas com compras. Emagrecer tá complicado, a dor me entristece, fico ansiosa e como, como e porque como engordo e assim a dor aumenta.

Pensando em fazer cirurgia bariátrica e tentar perder penso na “faca”, ainda estou pensando, vou conversar com alguns profissionais, não vou falar muito sobre isso, pois ainda não e decisão tomada e  porque não tenho muito o que dizer.

O que eu posso falar é que a dor tem me tirado a calma, a felicidade e a paz, mas tenho seguindo em frente como sempre fiz e faço. sigo e creio que o melhor sempre irá acontecer, que o choro pode durar um tempo, mas logo as coisas saúde, vida profissional, vida sentimental essas coisas todas vão melhorar.

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Oi, Zé.

Saudade de você, saudade de te ter em minha vida, você tá vivo, respirando e realizando coisas. Mas parece que você nunca fez parte da minha vida. As vezes eu acho que só casei pois pela primeira vez eu não queria que alguém realizasse algo primeiro que eu, e olha como a vida é curiosa, das pessoas da minha história fui a primeira a separa. Se você ainda fosse meu amigo, você não diria nada e estaria por perto quando tudo desse errado e com você eu sempre pude chorar. Sinto falta de me descabelar, de soluçar, tenho saudade do jeito que você acalmava a minha alma, a forma como você respirava ou quando você estava de saco cheio e me fazia parar e tirava meu foco.

Sinto falta de ser fraca, de ser livre, sinto falta de ser nada e ter tudo, da qualidade, sinto tanta saudade de você que doí, sinto saudade da minha montanha, do meu melhor amigo, da minha rocha, para onde eu corria e sabia que encontraria abrigo e proteção.

Eu sempre soube o que perdia quando me perdi de você, sempre soube. Sempre soube que era um caminho sem retorno, que tua vida iria me marcar por toda uma vida. Sinto saudade de você. Não sei como poderia contribuir para a tua vida, sei que a falta não é reciproca, sei disso e isso também doí. Eu não encontrei outra pessoa para ocupar o lugar que você ocupava, era grande demais. Como uma pessoa tão magra ocupou um espaço tão significativo em minha vida.

Sinto tua falta, da tua vida, das tuas dúvidas, das nossas viagens, deu teu sorriso lardo e do teu abraço que mais parecia meu lar. Sinto saudade de ti Zé.

Saudade do meu amigo, meu amigo mais querido.

Fica bem, feliz e seguro. Sei que temos a eternidade pela frente e que além de meu amigo mais amado, você é um irmão querido e isso na maioria das vezes basta.

Para minha montanha, meu melhor amigo, meu irmão.

Vivendo a vida

rugindoDias loucos. Minha dor retornou, não com a mesma intensidade, mas voltou junto com uma tosse que só piora minha dor, e as vezes, só as vezes, bate um desespero, um medo que isso nunca termine.

Passar o dia e a noite sentindo dor te enlouquece aos poucos, você andar e doer a ponto de te paralisar ser necessário, esperar um tempo, paradinha para que a dor diminua e eu possa seguir meu caminho. Tento todas as vezes pensar no “jogo do contente” que aprendi em um livro quando criança e penso na dádiva de se ter pernas, quadril e a capacidade de andar, mesmo com dor, de ir trabalhar e retornar para casa. Tento pensar e vejo que tenho razão, que as coisas não são tão ruins como parecem.

Não posso parar e lamentar as minhas próprias escolhas o que eu posso fazer e modificar as minhas escolhas e melhorá-las e é isso que eu tenho em mente.

Por conta da dor, reiniciei a minha fisioterapia, e terei que perder nada menos que 16 quilos. perder peso nunca foi fácil para mim, na verdade é algo bem complicado, gosto de comidas gordas e não gosto de frango, peixe, verduras e essas coisas que as pessoas magras comem. Mas, terei que mudar minha rotina, confesso que iniciei aos poucos, estou comendo melhor, não me sinto mais magra, nem mais gorda, me sinto determinada…

Ontem fui ao médico no final da tarde e vi que no “vale a pena ver de novo” está passando a novela “Senhora do Destino” e me peguei pensando que apesar das pequenas interferência de terceiros, sou a responsável por meu futuro, sucesso ou fracasso.

E posso dizer que já fracassei demais, hora de começar a ganhar, e para ganhar preciso vencer de mim mesma, ultrapassar hábitos e costumes, ser a melhor para que na sequencia eu seja a primeira.

O dia de hoje, interlúdio de amanhã!

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Sou uma pessoa meio louca, inconsequente, e que normalmente vive a vida e segue. Se algum dia alguém ler esse blog, e se perguntar porque eu dei esse nome, para esse lugar que eu coloco as coisas mais profundas e serenas.

A coruja ela pia na noite, enquanto o mundo dorme, consegue montar ninhos em terra e no ar, isso mostra o quanto ela é adaptável, ela linda, algumas pessoas olham para ela e só conseguem ver “agoro” eu vejo coragem. Eu vejo escolhas. Eu vejo paz. Ela aprecia o silêncio, ela, ela é conquistada pela comida que o pretendente oferecer, são os machos que procuram o ninho e eles dividem a educação dos filhotes, são seres maravilhosos e quando eu passo um tempo lendo sobre eles eu penso que temos bastante coisas para aprender com as corujas, eu as amo. Lembro da primeira coruja que eu vi com meus próprios olhos, era branca, linda e voava silenciosamente por sobre o cemitério, dando o seu grito. Ela silenciosamente se fez vista. Outra coruja que eu vi, foi anos depois essa estava em terra em um campo bem grande, vigiando seus filhotes. Elas estavam em liberdade, liberdade.

Esse ano é o meu ano, é meu marco zero. Decidir que vou emagrecer, vou emagrecer de verdade, preciso perder os meus 20 quilos e quero que eles não voltem, quero arrumar meus cabelos e colocar lentes.

Quero crescer, uma das minhas metas é buscar uma segunda fonte de renda e acho que encontrei uma opção. Vou começar em abril. Quero voltar a dirigir, já que tenho a droga de uma carteira e ainda falta um carro, mas vejo isso no futuro, próximo.

Vou precisar de roupas novas quando minhas medidas mudarem, mas isso deve esperar alguns meses. Vou prestando conta por aqui.

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Era para ter sido você, apesar que nessa altura do tempo já nem sei se você existe, apesar que para mim você sempre foi uma boa esperança. Já faz tempo um tempo que eu gostaria de ter vivido com você que eu nem sei se existe. Mas somos programadas a esperar alguém e eu volto a te esperar.

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Estou seguindo a minha vida, seguindo de verdade, sentei de frente ao volante e estou tentando desviar dos buracos, buscando o sucesso na minha vida profissional, precisando fechar alguns ciclos na minha vida estudantil e preciso fechar um ciclo na minha vida pessoal.

Mas, hoje, hoje eu queria ser uma daquelas pessoas que se desviam de um erro e na semana seguinte encontram o amor da sua vida, como se o homem estivesse ali esperando você se desviar do que estava te tirando o foco dele.

Casei, separei, mas ainda quero tudo isso, casa, marido, filhos, bagunça, sonhos, oração, culto domestico, ir para a igreja, ensinar a criança no caminho em que deve andar, quero a obrigação de festa de aniversário de criança, quero brinquedo, quero aniversário de uma ano dos filhos, viagem de férias, quero sentar e organizar nossa vida financeira, separar o dizimo, dividir a vida, dividir a cama, buscar aconchego, buscar silêncio, buscar a mão. Quero, sorrir, quero dividir minha vida com alguém que deseja somar comigo, quero alguém para dá certo, para que meus filhos tenham um pai, meus sobrinhos um tio, minha mãe um genro, meus irmãos um cunhado e eu tenha um marido para chamar de amigo, de olhar e agradecer por tudo ter dado errado porque só assim poderia dá certo.

eu não tenho forças para querer mais isso do que eu quero agora. Eu pedir há uns anos atras e vou pedir agora, me acha!

Sobre filhos…

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Sou tia já ha alguns anos, acho que sou uma boa tia, amo meus sobrinhos, amo ver o olhar dos meus irmãos quando estão atentos a cada movimento dos dois, amo olhar para a minha mãe e perceber que ela é o tipo de vó que um dia eu quero ser. Somos uma família pequena, e eu desejo em meu coração que meus sobrinhos tenham irmãos, para que eles saibam como é maravilhosa a alegria de olhar para uma criança que não é sua e saber que ela estará na sua vida para sempre. Eu os amo. E vou cuidar e amar deles pelo restante dos meus dias.

Mas daqui uns dias eu vou completar 33 anos. E mesmo com esse sentimento de menina, esse sorriso sem sentido, essa sensação de que eu preciso amadurecer. Me sobra tanta falta, hoje as faltas que me sobram são mais complexas. Bem mais complexas das que as de quando eu tinha 25, 17, 13 anos… não que aquelas faltas não importassem, mas as faltas de hoje são mais … não sei definir.

Queria gerar, parir e segurar uma criança que é minha, que eu possa educar com interessa, que eu possa amar daquele jeito que só Deus e as mães, amam e mesmo que eu sinta muito amor pelos meus sobrinhos, todo mundo faz questão de me lembrar que esse sentimento nem se compara com o que sentimos quando nos tornamos mãe. Quero ser avó, acho lindo o amor sem complicações que as avós dedicam aos seus netos e o amor devotado que eles dedicam as suas avós. Mesmo que todas as pessoas digam que eu tive sorte em ter me separado antes de engravidar, mesmo que eu acredite nisso, mesmo assim, eu as vezes penso que todos estão errados.

Sinto saudade do sorriso do filho que eu não tive, saudade das mãos, do cheiro, do toque, sinto saudade dessa criança que eu nunca segurei, sinto saudade por saber que cada dia que passa é um dia a menos e eu que nunca me imaginei minha vida da forma que ela está hoje, acredito que em algum momento os ventos serão favoráveis em algum momento eu vou comemorar as vitórias.

Para você, que nunca foi….

Comecei a namorar com 15 anos, com um menino, que eu admirava e pensava em como era bom ter alguém como ele ao meu lado. O namoro terminou 1 ano e meio depois… com boas histórias e sonhos interrompidos. Esse mesmo rapaz, hoje é um homem casado, casou quase na mesma época que eu, só que eu separei e como nunca perdemos contato de fato, pouco tempo depois que eu havia me separado entrei em contato com ele… nunca nos encontramos, como eu disse ele é casado. Mas tivemos algumas conversas que eu não me orgulho. E eu sei, em meu coração que nunca vai acontecer nada entre eu e ele, nada, mas escrevi dois textos que não serão enviados, mas gostaria de compartilhar aqui.

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Texto I

Para você que nunca se foi,

Oi, moço. Como anda teu sorriso largo nessa boca de coração? Teu hálito quente como teu abraço, tua voz que conforta, assim como o teu corpo… Como vai você, que nunca se foi, mas que nunca mais chegou, alegou minha alma, meu dia, meus sonhos com seus encantos.

Nunca mais vi, meu eu masculino, minha alegria misturada com a tua virava um som gostoso e alegre, de gargalhadas. Eu e você. Meu nome e o teu, nossos sonhos. Separados, mas nunca divididos. Você que chegou e nunca se foi, o tempo que não é nosso amigo, não o tempo não é nosso amigo nunca foi, a vida gerou nossos desencontro, eu você, mesma cidade, vez e outra estávamos em cidades diferentes, mas nunca, jamais, em momento algum estivemos completamente fora um do outro, você sempre aqui, eu sempre ali, mas nunca fisicamente juntos.

Casamos. Acabaram-se as possibilidades. Acabaram-se os nossos sonhos. Tudo acabou.

Distancia silêncio, desencontro, solidão. Um a solidão a dois, com pares que nos são ímpares, com um completo incompleto. E, mesmo que o amor, que sempre nos manteve “por aqui” sempre perto, nunca longe. Esse amor que temos em nossa vida, nossas escolhas e a infinidade de possibilidade que surgem a nossa frente na busca constante e incansável pela felicidade, no preço justo e certo, esse inconformismo com a infelicidade, nos faz voltar dois passos e reconstruir.

Para reconstruir se faz necessário destruir o que foi construído até então, e destruir dói, ver sobre o chão os sonhos que um dia sonhamos nos arrancam lágrimas que nem sabíamos que tínhamos e choramos por sentimentos que sabemos que não nos vão fazer falta, mas a sobra da falta ainda pode ferir.

Divorciados, sim. A vida é a oportunidade do hoje, e o hoje clamava por felicidade, por liberdade, por libido, por sonhos divididos, por um mundo gigante que consumimos ou somos consumidos por ele. E decidimos seguir, nossos próprios passos, nossa própria mente.

Juntos? Novamente? Será? Não sei. O muito que há em mim, ainda te falta, coragem para seguir. Depois de 18 anos, posso dizer que nosso amor é maduro? Não posso afirmar, mas posso falar por mim, e eu amo você, nada de abrasador, o que eu sinto é constante e firme e posso passar toda a vida sabendo que tudo o que podíamos ser, fomos, amigos de uma vida inteira ou podemos proporcionar além da amizade um amor mútuo que nos preencha os próximos anos das nossas vidas. Somos nós os únicos capazes de moldar esse amor ou de deixá-lo de uma vez por todas. Parece besteira, mas a verdade é que nem todo mundo tem coragem de ser feliz.

Sua amiga, que nunca se foi.

Texto II

Para você que tem fome, 

18 anos, e ainda não tivemos nossas descobertas mais profundas, 18 anos e quando olho para o passado posso sorrir por saber que fomos e somos tanto um para o outro ou pelo menos é nisso que eu gosto de pensar.

Outras vezes eu penso que essa nostalgia e consideração só partem de mim. Que você, na verdade pensa em mim como um pedaço de carne que não consumiu não posso me abster da culpa de ter te instigado a pensar assim. E de por tempos sem fim, ter pensando em ti como um pedaço de carne que eu nunca provei. Carnívoros, até nisso combinamos.

Mas éramos solteiros, livres, sem amarras e sem a possibilidade de partir corações, a não ser os nossos e esse risco eu e você sempre podemos correr, pois temos no sangue a vontade de viver. Porém, hoje, você não pode, nem deveria pensar na possibilidade de me pedir para ser a outra, a amante, a que te esconde enquanto te dá prazer. Não, posso aceitar e me machuca pensar que você pode considerar em me colocar nesse lugar da sua vida.

Olho para o que fomos e para o que poderíamos ser e vejo que na verdade você continua o mesmo que ama profundamente a si mesmo. Que pena, ainda considero a possibilidade de está errada.

Poderia fazer tudo o que você me pede e muito mais, eu sei que eu poderia e você sabe também. Mas, hoje para você, serei amiga, paciente, que vai te ouvir, brigar e brincar. Que vai te amar de longe,mas que sempre vai te amar.

Sua amiga, constante e fiel.

Mandei para ele o segundo texto. Ainda não sei quais serão as reações. Seguindo em frente.

 

 

Você é feliz?

CadeadosSou uma pessoa feliz! Há muitos anos me importo com a veracidade dessa afirmação. Gosto de ser feliz, gosto de me sentir amada, acolhida, ouvida e respeitada. Quem não gosta! Mas sei que nem sempre isso é possível. Mesmo sendo uma mulher forte, também sou frágil e já perdi muita coisa, e algumas pessoas que eu tinha ou tive grande admiração.

Chorei, gritei com Deus, por não compreender, chorei novamente. Sorrir querendo chorar, disse que estava tudo bem, quando o mundo pesava por sobre mim, acredito que muita gente faz esse tipo de coisa, mas não posso falar por todo mundo, só posso falar por mim.

Eu já fui triste, muito triste, porém pior que minha tristeza, era que não conseguia reconhece-la, não conseguia assumir que eu estava longe da felicidade que eu sempre desejei para mim. E tentei consertar o que já não havia conserto, me prendendo há momentos que não existiam mais e nem iriam se repetir. Me tornei prisioneira. Eu que sempre andei em liberdade.

Hoje eu sou feliz, mas romper com um padrão nunca é fácil e não foi fácil para mim. E só quando me vi segura é que eu percebi a quantidade de tempo e lágrimas que eu gastei, e a quantidade de vida, sorrisos e boas lembranças eu havia deixado passar, algumas delas que eu nunca irei me perdoar.

Hoje, tive um dia feliz, um dia entre muitos dias que são felizes. Hoje moro em um lugar que parece comigo, hoje, posso passar todo o tempo do mundo com meus amigos e com a minha família, hoje eu sou livre, mas só me tornei livre quando deixei de ser minha própria carcereira, mesmo que as ordens fossem de outra pessoa, era eu quem decidia se iria obedecer ou não.

Hoje eu sou feliz, e Deus permita que em nenhum momento da minha vida eu perca minha felicidade, pois quando somos verdadeiramente amados, nossa infelicidade é contagiante e a nossa felicidade ainda mais.

Obrigada família e amigos por não desistirem de me ver sorrindo, por lutarem silenciosamente por mim. Eu agradeço, profundamente.