Em+Frente

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Sou filha de pais separados e neta de avós separados, fui criada ouvindo que o meu marido se chama trabalho e que não existe nada melhor do que ser independente.  Cresci tendo medo de boneca e amando correr e brincar na rua. Brincar de casinha nunca foi o meu forte.

Dei meu primeiro beijo com um menino que pensava que me enganava com a minha melhor amiga, mas na verdade eu e ela estávamos aprendendo a beijar e ele estava ali, disponível, na época eu tinha 13 anos e meu primeiro beijo foi no dia dos namorados, mas não houve nada de romantismo, foi na verdade bem didático e bom. Depois que conseguimos o que queríamos eu e minha amiga terminamos com ele simultaneamente, acho que ele não gostou muito, ninguém gosta de ser enganado.

Me apaixonei, várias vezes, dei outros beijos, mais interessantes. Aqueles beijos que fazem nosso coração saltar de ansiedade e felicidade. Até que conheci meu primeiro namorado, eu tinha 15 anos, e já havia beijado algumas pessoas. E agora escrevendo isso percebi que não lembro do meu primeiro beijo com ele, mandei um zap para ele perguntando e ele lembra e já fazem 18 anos, o primeiro amor é sempre marcante. Eu lembro com  nitidez do último, mesmo que na época eu não esperasse que fosse o último, mas foi e eu vi meu coração partido, pela primeira vez sentir aquela dor complicada de descrever, a dor de não ter.

Seguir em frente e 15 dias depois ele me pedia para voltar, aos 16 anos eu era uma criatura mais orgulhosa. Depois dele tive outros bons namorados, e com todos os outros eu terminei, até eu namorar um rapaz mais jovem e para ele dá meu coração, ele era meu melhor amigo, e hoje depois do fim, lamento só não poder tê-lo em minha vida.

Sempre me considerei muito seca sentimentalmente, meio homem quando se trata de ficar e não me envolver, ainda hoje consigo ficar com uma pessoa, sem que meus sentimentos sejam envolvidos, consigo seguir sem olhar para traz. Consigo lamentar sem dramatizar, seguir em frente, pois na vida temos que enfrentar o que vem e não lamentar o que passou. Em frente e enfrente.

12 que eu aprendi no último ano

Sempre aprendendo e crescendo. 12 que eu aprendi no último ano

  1. O amor de Deus cura qualquer ferida. Por isso que Ele é exaltado como cuida DOR, salva DOR. É somente Ele quem cura a dor e nos salva dela.
  2. Família é a única coisa realmente permanente em nossas vidas: Não importa o que aconteça ou o que você faça, são eles que vão te ajudar a levantar a poeira e seguir.
  3. Amigos são presentes de Deus e muitos deles são promovidos para a categoria, família. Graças a Deus por eles.
  4. Que não é bom mudar por uma pessoa, clicher eu sei, mas demorei para entender a profundidade.
  5. Que  quando conhecemos a felicidade de fato, não nos contentamos com sentimentos medíocres, eles podem até satisfazer no inicio, mas você está habituado a ter o melhor, não vai se contentar com menos, sabendo que pode ter mais.
  6. Que Netflix, as vezes pode ser uma excelente companhia. São tantas series ótimas, filmes, documentários…
  7. Que quando estamos tristes o passado feliz volta com tanta força que te força a se mexer e reconstruir o que estava destruído.
  8. Aprendi a esperar por dias melhores e quando eles não chegaram eu aprendir que tinha o poder de tranformar meus dias.
  9. Aprendi que minha alma não é daqui, fica inquieta quando não muda de cenário, que sente falta de ver as nuvens por cima que sente falta de viajar.
  10. Aprendi que amo, sorrir, que sinto saudade de gargalhar, de ficar em volta de uma mesa conversando “miolo de pote” com um grupo de amigos.
  11. Que devemos lutar por nossos sonhos, mas sem perder de vista os valores que realmente importa.
  12. E uma versão repetitiva, mas que é totalmente verdadeira é melhor está só do que mal acompanhado.
girly
Valeu

Metas

No ano que se passou tive vários problemas de saúde, um deles foi descobrir uma hérnia de disco o que acabou com a minha qualidade de vida, pois com dor é impossível se sentir bem, mesmo que você pareça bem.

correndo

Tenho falado aqui sobre as minhas metas e uma delas, é realizar atividade física pelo menos duas vezes por semana e como eu estou em um período de contenção de despesas escolhi realizar a atividade que não vai me onerar. Vou fazer caminhada duas vezes por semana, na areia da praia, o beneficio de morar no litoral é que podemos correr na orla. Decisão tomada de correr na beira mar as quartas e sábados, com direito, no sábado a um mergulho. Isso sim é qualidade de vida, mas por enquanto esses são os planos. Mas eu já tenho: Data, local, horário, fica mais fácil ser algo real.

Lendo um pouco sobre andar na areia da praia, vi que;

A areia da praia tonifica músculos: Esfolia a pele dos pés; remove as células naturalmente, a água do mar também limpa as unhas e amolece calos e rachaduras nos calcanhares, facilitando uma limpeza profunda dos pés.

Limpa os pulmões: já que o ar da praia é rico em iodo que vem do oceano é muito bom para descongestionar as vias aéreas e proporcionar aos pulmões o abastecimento de oxigênio de que precisa para oxigenar o corpo todo.

Combate à ansiedade a depressão e melhora o humor: o sol e o mar estimulam a produção dos chamados “hormônios do bem-estar”, como a endorfina, e inibe a produção do cortisol, o hormônio do estresse.

Tirando que você perde algum peso, se associado a uma dieta balanceada, que é o meu caso, tem o benéfico de está saindo de uma vida sedentária e a possibilidade de você (eu) gostar de estar com o corpo em movimento.

Então vamos correr que a vida está voando!