Atualizações

Estou com com 14 dias desde que realizei a cirurgia e pedir 9 quilos, eu na verdade, não os percebo, acredito que da mesma forma que não percebi que estava tão gorda, não tenho percebido a perda do peso, mas deixo e sorrio quando as outras pessoas percebem. A dor na coluna ainda está aqui, não tão intensa, mas aqui e como não posso está tomando anti-inflamatório tenho que me aguentar como dá e tem dado, graças a Deus.

Ontem comi batata doce e eu acho, não tenho certeza, me fez mal, fiquei com uma dor no estomago até hoje pela manhã e hoje eu decidi diminuir a quantidade de comida para ver se a dor passava e falei com o meu médico, vamos ver o que ele vai responder, amanhã eu e a família inteira vamos para a casa da Taíba, na verdade, dessa vez eu não queria muito ir, mas estou dependendo e isso faz com que você dance conforme a música, então vamos para a Taíba e sim lá é lindo e tem o ninho de corujas, mas para uma pessoa que não pode sair de casa o que a gente gosta mesmo é de sossego e uma boa internet. Vou levar uns livros e ver no que dá.

Vontade de voltar para casa, dormir na minha cama, brincar com a minha gata. Mas, ainda não é o tempo de voltar. ainda falta uns dias… dia 15/09 volto para o trabalho, o que me faz lembrar de um niver especial do dia 14/09, mas, assim como nos últimos anos, eu só faço uma oração para que Deus continue cuidando… a vida segue e se segue.

Não sei se ando sentindo medo ou ansiedade pelo o que vem por aí, só sei que em meu coração sinto que muitas boas mudanças estão por vim. Eu acho que eu mudei… essa é a verdade.

 

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Bariátrica II

Depois da primeira noite já me sentir melhor, ainda com dor no peito, ainda sem comer (ha ha ha) e sem beber nada. Médico veio pela manhã e foi super atencioso conversando comigo e dando atenção para a minha mãe e para minha tia. Nessa conversa ele disse que minha cirurgia complicou um pouco devido ao tamanho dos meus orgãos que eram muito maiores que o esperado e que isso dificultou o desenvolvimento da cirurgia e por isso motivo eu tenho mais furinhos que o esperado foram feitos 7 furinhos na minha barriga.

Ele não liberou aguá ainda, mas eu posso molhar os lábios com água. O que para mim foi excelente, pois estava muito ressecado, apesar de está no soro direito. Lá no hospital, estava tomando tramal, se sentisse dor; profedine e um remédio para náuseas e outro para gazes. Todos através do soro.

Iniciei as caminhadas no corredor, fisioterapia respiratória e os cochilos eterno. Depois da fisioterapia respiratória minha dor no peito diminuiu muito, graças a Deus, e a Dra. Cintia, muito linda e fofa a fisioterapeuta e ela recomendou a compra de um aparelho chamado Respiron, vou colocar a foto no final do post.

Infelizmente meu Respiron só chegou no final do dia e eu já havia tido minha outra sessão de fisioterapia. Ficou para o outro dia.

A boite praticamente não dormir, pois tinha muita vontade de ir ao banheiro e ficava acordando a minha tia direito para me ajudar a levantar da cama, mas com relação as dores e mal estar já estava bem melhor.

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Respiron R$ 48

Eu vi uma coruja!

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Coruja buraqueira – Taiba

Quando eu era criança, por um motivo que eu nunca vou entender as corujas eram sinal de mal agoro e quando elas passavam por cima das nossas casas gritávamos “viva os noivos” para não acontecer nada mal aos moradores dessa casa e claro que eu gritei várias vezes já que eu morei a maior parte da minha vida pertinho do maior cemitério de Fortaleza.

Cresci e em algum momento me apaixonei por corujas, tenho várias espalhadas pela cada, brincos, pulseiras, colares, as corujas viraram o presente predileto e certo de todos os meus amigos.

Mas depois de adulta foram poucas vezes que eu vi corujas. Esse final de semana eu vi e ouvir as corujas, elas voavam e ficavam paradas no muro durante a noite e durante o dia, ficavam pertinho do seu ninho, cuidado para outras corujas pudessem rasgar o céu com o seu canto, com o seu grito e o que para alguns trazem medo, para mim traz um sorriso, por saber que elas estão ali, livres apreciando a noite, o vento, a vida…

Fico pensando se o amor está para mim, assim como as corujas, algo que eu tenho guardado que eu observo, que guardo de lembrança mas que nunca tive nas mãos, só observo e admiro. Um sentimento que na infância me dava medo, pois lembrava das lágrimas que várias mulheres que eu amo derramaram por amar quem não queria ficar. Lembro das minhas promessas para o espelho de não amar. Quando criança pensamos que mandamos nos nossos sentimentos.

Estive envolvida por vários sentimentos, mas amor… o amor nunca veio, por isso nunca ficou. Tenho minhas poesias, meus romances, minhas belas histórias de amor, assim como tenho minhas estatuetas, pelúcias … de corujas, sei que existem, já vi de longe, mas nunca as tive em minha vida de fato.

Quem sabe um dia, eu tenha um ninho de corujas em um terreno, e mesmo que não as possua elas sintam que podem ficar ali. Quem sabe um dia o amor apareça e mesmo podendo ir para qualquer lugar ele queira ficar… quem sabe?

 

Férias

Fui no Dr. Ney e devo confessar ele é meio estranho, atípico, tenho a impressão que ele nem se importa, mas todos dizem que ele é o melhor e o que eu preciso dele é que ele faça uma excelente cirurgia. #oremos. Vou pegar meu laudo com ele segunda e espero que segunda mesmo eu consiga a autorização para que eu consiga realizar a cirurgia na quinta-feira.

Conseguir realizar alguns desejos, no post anterior falei que havia comprado as cortinas, pois então, elas á estão em seus devidos locais, pintei uma parede de amarelo e comprei mais um quadro para a sala. Ficou lindo na parede amarela combinando com as cortinas cinzas.

Outra coisa que aconteceu foi que eu comprei os itens necessários para para fazer minha mesa com cavaletes e sinceramente estou muito feliz, pois será uma coisa que eu mesma irei fazer, lixar, pintar… vai ficar linda! a vida tá suave e para completar hoje, daqui a pouco minha irmã vai chegar, ela vai dormir aqui comigo, pela primeira vez em anos.

Viu, Tudo dando certo!

Felicidade Cotidiana

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Sobre ontem, acordei literalmente com uma surpresa boa, o menino das borboletas veio aqui dizer um “oi” disse que estava por perto e decidiu passar. Sabe, como é… ontem foi sábado e dia de sábado eu durmo um pouco mais, então quando o interfone tocou e o porteiro anunciou quem era, dei o meu melhor pulo da cama, (meu interfone fica ao lado da minha cama) e já fui ao banheiro, o básico, escovar o dentes, lavar o rosto, enquanto pensava em uma roupa para colocar, afê, foi muito rápido, me vestir e a campainha tocou, dei aquela olhada na casa, tudo nos lugares, abri a porta e foi muito bom reencontrá-lo. Nem tinha sentido saudade, mas fiquei com aquele sentimento bom de ter sido lembrada e querida a ponto dele vim.

Disse que ia para a casa de uma tia, mas que queria me ver, ficou por uns 30 minutos e foi bom. Quando ele foi embora, fui organizar a vida de fato, pois tudo tinha saído momentaneamente dos conformes. Decidir que queria ir a praia e liguei para as amigas e fomos, quando vou, normalmente fico na barraca conversando miolo de pote, mas ontem queria ficar no mar, queria sentir a sua profundidade e inconstância, queria sentir todo o medo que eu tenho dele e mesmo assim continuar. Pois minha vida é assim, tenho andado apavorada e mesmo assim sigo. E foi bom, assim como a vida tem sido.

Voltamos para casa e eu comi qualquer coisa e fui dormir, pois a noite iriamos comprar os petiscos da noite de hoje, estreia de GOT.

Coisas simples que nos arrancam os melhores sorrisos. Um dia, comum e super feliz.

FELICIDADE TEM SE TORNADO COISA COMUM, OBRIGADA DEUS.

 

O mar.

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Quando morei em São Paulo sentia saudade de olhar o mar, de sentir aquela brisa gostosa, mas quando estou aqui em Fortaleza tenho preguiça de ir até o mar que é, tipo, bem pertinho de casa, mas hoje eu decidir que iria mesmo sozinha, precisava ficar de frente ao mar, mas devo confessar que mesmo assim, não conseguir organizar essa desorganização, mas conseguir silenciar e foi bom. Ver o sol se despedir desse dia lindo que Deus nos deu e depois a lua cumprir seu papel de forma esplendida, presentes de Deus para as nossas vidas.

Fiquei ali, sozinha, observando que ninguém está só, as pessoas não andam sozinhas, duplas, trios, turmas maiores quando estava voltando para casa avistei um primo com seu filho e fui lá falar com eles e a pergunta que todos fazem é “e você veio só?” e me peguei pensando que estamos condicionados a sempre ter companhia. Está só é motivo de surpresa seguida de pena é meio tenso, mas é real. Mas, não é culpa de ninguém, mas não podemos sair só sem ser julgado como solitário. Pra frente.

Foi um momento gostoso. Quero ir no próximo final de semana e dá um mergulho. Hoje vi que precisava de um mergulho, mas não fui preparada para isso. Pegar um sol, trocar de cor e depois de pele. Provavelmente vou sozinha, com o tempo as pessoas acostuma que eu sou só e que para mim, hoje, isso basta.

Provavelmente é só medo

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Encontrei o moço das borboletas e ele é uma pessoa ótima, leve na forma de falar e de sorrir, simples na forma de vestir e sem muita timidez e posso dizer que essa parte é bem diferente do menino que eu havia conhecido há tantos anos no passado, o menino de sorriso tímido, mas que estava sempre por perto.

Passamos uma manhã juntos, e foi tranquila e divertida, regada de conversas e risadas o que me fez lembra do quanto é bom ter alguém, mas apesar de ter sido muito legal e divertido, não sentir firmeza, não sentir que seriamos algo além do que somos, amigos, sinto que preciso me afastar já vivi essa história de ter um amigo que me dá bom dia, boa tarde e que me abençoa, mas que logo, assim quando eu menos espero ele aparece com alguém de quem eu no fundo gosto, acho uma pessoa incrível, mas fico me perguntando “pq não eu?” e eu lembro, mesmo sem querer lembrar o quanto esse sentimento machuca, mesmo quando eu continuo sorrindo, mesmo quando eu abraço e desejo toda a felicidade do mundo e mesmo sendo de verdade, sempre volto para a pergunta “pq não eu?” Então é melhor me afastar, pois o pouco cuidado oferecido que pode me fazer sorrir por me sentir lembrada,pode ser o gume que vai me ferir e eu não posso me dá ao luxo de ser ferida, de novo não.

E provavelmente eu esteja errada, provavelmente eu só tenha medo, provavelmente não haja ninguém na próxima esquina e é por isso que eu preciso me respeitar e simplesmente seguir com a minha vida da melhor forma que possa viver. E provavelmente esse negócio de ser feliz com outra pessoa não seja pra mim. Então eu fico no gargarejo torcendo pelos os amores que estão dando certo para que continuem dando, para que pelo menos eu possa pensar que o amor existe, só não era para mim.

Dançando

Sim, sambei sozinha e valsei também, sou uma mulher de gostos ecléticos, vivo entre Zeca Pagodinho e Chiquinha Gonzaga, vivo sozinha e ao mesmo tempo acompanhada de uma felicidade que não pode ser sacrificada por qualquer companhia. Um dia, me joguei sem olhar para o chão, fazia anos que não me aventurava dessa forma e quando o fiz, o salto não valeu a pena.

Sacrifiquei minha solidão, pensando que o “nós” que se formava iria me nutri de uma alegria compartilhada, pouco durou, quase nada. Vi-me sozinha, justo no momento que pensei ter encontrado companhia, dei tempo, aguardei, sonhei ate, mas quando vi que em vez de companheirismo eu encontrei abandono, partir, melhor ser feliz sozinha, e fui, juntei meus enganos e seguir.

Voltei a dançar, voltei a sorrir, encontrei todos aqueles que faziam minha vida mais colorida.

A vida não é fácil sozinha, mas é bem mais simples do que antes, me enganei e não pretendo me enganar novamente, minha felicidade me é cara, meu sorriso precioso e minhas lágrimas, há minhas lágrimas são só minhas, e já derramei mais do que esperava em um espaço de tempo tão pequeno.

Vou continuar sambando sozinha, valsando de calcinha e rindo de mim mesma, felicidade simples que preenche o ar em minha volta e que de ontem em diante tem, preenchido minha vida.

 Dançando

Tempos

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Faz tempo que não escrevo aqui no blog, como o blog nunca foi uma obrigação e sim um prazer, isso é algo que para mim “tá tudo bem”.

Meu aniversário passou, estou oficialmente com 33 anos de vida, e que vida. Deus sempre foi bom e leal comigo, eu é que nem sempre correspondi as suas expectativas, mas para frente. Fiz um encontro no meu aniversário com pessoas queridas e foi bom saber que eu tenho preciosidades comigo, minha família linda e amigos que são de verdade. A vida passou e eles continuam aqui, eu mudei, eles mudaram e a nossa amizade cresceu. Minha quantidade de amigos cresce bem devagar, mas a qualidade é mantida. #osmelhoresamigosdomundo.

Com relação a família, hoje me peguei pensando que meus irmãos já possuem suas próprias famílias e que eu só tenho eles, minha mãe e meus irmãos, minha vida é bem completa e me sinto grata por ter tanto, mas ainda quero mais… claro que quero.

Ano passado meu aniversário foi comemorado e apesar de ter sido bom, não foi tão feliz, fazia um tempo que eu vivia uma sombra do meu eu, estava presa, deixei que as cadeias me aprisionassem e na prisão me sentia segura e apesar da saudade da minha vida entendia que ali era onde eu deveria está, até que a realidade foi me atingindo e de tanto me atingir conseguir cair em mim, peguei as chaves e corrir e mesmo me sentindo livre, de posse da minha vida, do meu ser, chorei com saudade da época que estive cativa de mim, da época em que os sonhos eram um borrão da minha alma, chorei, enlutei, mas não lutei, queria ser livre e para ser livres precisava vivenciar e libertar minha dor, até que ela não significasse mais nada, só passado, nem lamento.

Esse ano, foi alegre e eu louvo a Deus por isso. 33 anos, tendo Deus como amigo é uma honra e um presente, espero que aos 83 anos ou mais nossa relação seja ainda melhor.

Vamos de dor, bom nem tudo tá perfeito, minha hernia discal tem incomodado bastante, saudade de quando eu nem lembrava que tinha coluna, só acordava, levantava da cama, caminhava e começava meu dia até terminar é … minha rotina mudou um pouco… acordo várias vezes durante a noite, pois a posição que eu estou começou a incomodar, daí eu faço um ritual de posições até encontrar uma que eu consiga sair da cama, e caminhar um pouco, meio corcunda dentro de casa e depois deitar e tentar uma posição diferente. O mês terminou e eu preciso fazer compras, mas ainda não sei como vou fazer para subir dois lances de escadas com compras. Emagrecer tá complicado, a dor me entristece, fico ansiosa e como, como e porque como engordo e assim a dor aumenta.

Pensando em fazer cirurgia bariátrica e tentar perder penso na “faca”, ainda estou pensando, vou conversar com alguns profissionais, não vou falar muito sobre isso, pois ainda não e decisão tomada e  porque não tenho muito o que dizer.

O que eu posso falar é que a dor tem me tirado a calma, a felicidade e a paz, mas tenho seguindo em frente como sempre fiz e faço. sigo e creio que o melhor sempre irá acontecer, que o choro pode durar um tempo, mas logo as coisas saúde, vida profissional, vida sentimental essas coisas todas vão melhorar.

Para você, que nunca foi….

Comecei a namorar com 15 anos, com um menino, que eu admirava e pensava em como era bom ter alguém como ele ao meu lado. O namoro terminou 1 ano e meio depois… com boas histórias e sonhos interrompidos. Esse mesmo rapaz, hoje é um homem casado, casou quase na mesma época que eu, só que eu separei e como nunca perdemos contato de fato, pouco tempo depois que eu havia me separado entrei em contato com ele… nunca nos encontramos, como eu disse ele é casado. Mas tivemos algumas conversas que eu não me orgulho. E eu sei, em meu coração que nunca vai acontecer nada entre eu e ele, nada, mas escrevi dois textos que não serão enviados, mas gostaria de compartilhar aqui.

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Texto I

Para você que nunca se foi,

Oi, moço. Como anda teu sorriso largo nessa boca de coração? Teu hálito quente como teu abraço, tua voz que conforta, assim como o teu corpo… Como vai você, que nunca se foi, mas que nunca mais chegou, alegou minha alma, meu dia, meus sonhos com seus encantos.

Nunca mais vi, meu eu masculino, minha alegria misturada com a tua virava um som gostoso e alegre, de gargalhadas. Eu e você. Meu nome e o teu, nossos sonhos. Separados, mas nunca divididos. Você que chegou e nunca se foi, o tempo que não é nosso amigo, não o tempo não é nosso amigo nunca foi, a vida gerou nossos desencontro, eu você, mesma cidade, vez e outra estávamos em cidades diferentes, mas nunca, jamais, em momento algum estivemos completamente fora um do outro, você sempre aqui, eu sempre ali, mas nunca fisicamente juntos.

Casamos. Acabaram-se as possibilidades. Acabaram-se os nossos sonhos. Tudo acabou.

Distancia silêncio, desencontro, solidão. Um a solidão a dois, com pares que nos são ímpares, com um completo incompleto. E, mesmo que o amor, que sempre nos manteve “por aqui” sempre perto, nunca longe. Esse amor que temos em nossa vida, nossas escolhas e a infinidade de possibilidade que surgem a nossa frente na busca constante e incansável pela felicidade, no preço justo e certo, esse inconformismo com a infelicidade, nos faz voltar dois passos e reconstruir.

Para reconstruir se faz necessário destruir o que foi construído até então, e destruir dói, ver sobre o chão os sonhos que um dia sonhamos nos arrancam lágrimas que nem sabíamos que tínhamos e choramos por sentimentos que sabemos que não nos vão fazer falta, mas a sobra da falta ainda pode ferir.

Divorciados, sim. A vida é a oportunidade do hoje, e o hoje clamava por felicidade, por liberdade, por libido, por sonhos divididos, por um mundo gigante que consumimos ou somos consumidos por ele. E decidimos seguir, nossos próprios passos, nossa própria mente.

Juntos? Novamente? Será? Não sei. O muito que há em mim, ainda te falta, coragem para seguir. Depois de 18 anos, posso dizer que nosso amor é maduro? Não posso afirmar, mas posso falar por mim, e eu amo você, nada de abrasador, o que eu sinto é constante e firme e posso passar toda a vida sabendo que tudo o que podíamos ser, fomos, amigos de uma vida inteira ou podemos proporcionar além da amizade um amor mútuo que nos preencha os próximos anos das nossas vidas. Somos nós os únicos capazes de moldar esse amor ou de deixá-lo de uma vez por todas. Parece besteira, mas a verdade é que nem todo mundo tem coragem de ser feliz.

Sua amiga, que nunca se foi.

Texto II

Para você que tem fome, 

18 anos, e ainda não tivemos nossas descobertas mais profundas, 18 anos e quando olho para o passado posso sorrir por saber que fomos e somos tanto um para o outro ou pelo menos é nisso que eu gosto de pensar.

Outras vezes eu penso que essa nostalgia e consideração só partem de mim. Que você, na verdade pensa em mim como um pedaço de carne que não consumiu não posso me abster da culpa de ter te instigado a pensar assim. E de por tempos sem fim, ter pensando em ti como um pedaço de carne que eu nunca provei. Carnívoros, até nisso combinamos.

Mas éramos solteiros, livres, sem amarras e sem a possibilidade de partir corações, a não ser os nossos e esse risco eu e você sempre podemos correr, pois temos no sangue a vontade de viver. Porém, hoje, você não pode, nem deveria pensar na possibilidade de me pedir para ser a outra, a amante, a que te esconde enquanto te dá prazer. Não, posso aceitar e me machuca pensar que você pode considerar em me colocar nesse lugar da sua vida.

Olho para o que fomos e para o que poderíamos ser e vejo que na verdade você continua o mesmo que ama profundamente a si mesmo. Que pena, ainda considero a possibilidade de está errada.

Poderia fazer tudo o que você me pede e muito mais, eu sei que eu poderia e você sabe também. Mas, hoje para você, serei amiga, paciente, que vai te ouvir, brigar e brincar. Que vai te amar de longe,mas que sempre vai te amar.

Sua amiga, constante e fiel.

Mandei para ele o segundo texto. Ainda não sei quais serão as reações. Seguindo em frente.