Sê valente

Amigos, Feliz dia do amigo! =D

Ainda na corrida para conseguir os laudos acabei por descobrir que tenho um nódulo no pulmão. No momento em que a médica, disse, tão naturalmente da mesma forma que falou que eu tinha seios bonitos, sim, essas coisas acontecem nas minhas consultas. Acho que ficamos bem a vontade. Voltando a noticia, me deu riso de nervoso, mas na minha cabeça gritava um belo “%$#&qPario” como posso ter um nódulo no pulmão, não basta a hérnia discal, os 6 nódulos + 1 cisto na mama, dois miomas nos ovários e uma pedra na vesícula eu ainda tinha que ter um nódulo no pulmão? Nem sentir medo de ser câncer, de verdade, tenho levado tanta porrada com relação a minha saúde que a única coisa que eu penso é que eu preciso resolver isso. Preciso verificar todas as possibilidades. Amanhã começo a realizar os exames, até segunda vou ter tudo feito, quero retornar na médica próxima semana mesmo.

Vou no cirurgião também.

Parece que o menino das borboletas encontrou sua própria borboletas e dou graças a Deus de não ter e envolvido tanto assim, mas agradeço a oportunidade que eu tiver de me sentir viva, saber que eu ainda serei capaz de me relacionar sem sentir um pingo de culpa.

Mês que entra vou dá entrada nos papeis do divorcio e concluir mais essa fase. Ao meu ver o mês de agosto será um divisor de águas em minha vida. Antes, muito antes eu tinha outros planos para esse mês, mas o coração do homem faz planos, porém a resposta vem dos lábios do Senhor. E eu O louvor por isso.

Parece que tudo está dando errado, mas na verdade tudo tem dado certo, eu só não sei onde vou chegar, porém eu sei que será lindo. Tenho aprendido sobre ter fé em tempos nublados, e que não podemos crer pela metade, temos que saber que a nossa ancora é o Senhor, Ele é O que diz: Sê Valente.

Arrancaram meus pedaços

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Vou completar 8 meses que decidir separar do meu marido. (mudança)

8 meses que eu dei os passos mais doloridos que um dia eu pude dá, 8 meses que eu seguir em frente quando tudo o que eu queria era me fechar em uma concha e fingir que nada estava tão ruim. 8 meses em que o dia 8 de abril perdeu a graça, 8 meses e tudo mudou e mudou para melhor. Os 7 meses que permaneci casada, eu esqueci o som da minha gargalhada, perdi o brilho do olhar que complementa o sorriso, eu havia perdido a coragem de ser eu, estava aprisionada buscando os sonhos que nunca iriam se realizar, me pego pensando na quantidade de pessoas que já se perderam tanto de si mesmas que já não conseguem voltar. E, eu não jugo, é tão complicado refazer os passos, refazer a vida, olhar vergonhosamente nos olhos das pessoas que você ama e que te amam e que tiveram que te assistir se afundar em tristeza, as pessoas que sempre estiveram ali por mim.

O processo de se refazer machuca, pois se faz necessário retirar coisas da sua vida, as coisas são até simples, o complicado é trabalhar os sentimentos e sentidos: ah, os sentidos te traem quando você passa e senti o cheiro, quando alguém segura tua mãe e entrelaça os dedos e você lembra da segurança que aquele gesto um dia te deu ou quando a gente conversa sobre um mês que se sonhava algo, os sonhos são os mais complicados de largar, por que você jura que superou e uma fotografia, serie, ou comentário maldoso que as pessoas fazem, as vezes sem querer, você sente aquele soco no estomago, aquela falta de ar que ninguém percebe, pois é tudo tão rápido e somente você vai precisar lidar com isso. E vou trabalhando o que dá. Um dia por vez.

8 meses e um trabalho gigante de me refazer e de reconstruir as pontes que eu queimei eu tinha feito uma plantação tão linda em minha vida, uma rede de amigos, um relacionamento com a minha família e muitas dessas pessoas eu magoei profundamente evitando magoar aquele que me magoava deliberadamente, mas nossas escolhas nos perseguem e fazem 8 meses que tento restabelecer a confiança que foi perdida. Me sinto amada por muitas pessoas, mas nada estava igual e mesmo hoje, eu sei que nada esta igual.

Eu não estou igual… tudo mudou, e vou continuar mudando, porque a melhor coisa que me aconteceu nos últimos 12 meses foi ter decidido mudar ha 8 meses, e estive e estou disposta a pagar o preço de ouvir minha gargalhada, de sair com as amigas, de comer porcaria de poder ser eu mesmo todos os dias sem medos nem amarras, de seguir em frente sem medo do que tem pela frente, pois hoje mais do que nunca eu sei que não estou seguindo sozinha, hoje mais do que nunca eu sei que plantei direito, e que todo o tempo que passo com as pessoas da minha vida são os melhores momentos e se tiver alguém, quem quer que seja, que deseje fazer parte da minha história vai precisar entender que eu amo profundamente muita gente, que gosto de abraço, que amo minhas amigas e amigos, que gosto de ri alto, que falo inglês errado, que vou para a igreja e dou aulas e que as vezes uma pessoa pode chegar em nossa casa sem ter sido convidada, pois na minha casa meus amigos não precisam de convites, que eu amo animais, que gosto de cantar alto, que oro quase o dia inteiro, leio a bíblia em voz, alta, que gosto de escrever no blog, me perco assistindo series, que sou exagerada e não gosto de jogar, que falo tocando, que abraço com o corpo, que vou ri de nervoso, que minha mãe é minha mãe e que qualquer pessoa vem depois, meus irmãos são meus amigos e meus sobrinhos são uma extensão do meu coração.

Não quero abrir mão de nenhum pedaço meu, nunca mais.

 

Sem um pai

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Minha relação com meu pai é estranha, mas nem sempre foi assim, um dia há muito tempo ele era uma das minhas pessoas favoritas no mundo, era com ele que eu saia para conhecer os cantos mais diferentes, nunca reclamava de ficar com as pernas dormentes, por passar muito tempo em cima da moto ou por meu nariz ficava muito frio, porquê eu adorava sair com ele.

Adorava ser a filha topa tudo, mas tudo desmoronou aos poucos e depois rápido demais.

Fomos percebendo que o tempo que ele passava conosco era cada vez mais raro, que ele quase nunca dormia em casa, que ele simplesmente não sabia absolutamente nada sobre a vida que vivíamos, e mesmo assim minha mãe nos ofereceu uma infância feliz e segura.

Mas eu e meus irmãos já sabíamos que tínhamos deixado de ser prioridade na vida dele, mas tudo desmoronou quando um dia ele me chamou para passear e me levou para conhecer a outra filha dele, uma criança linda de apenas três anos e mesmo ainda sendo uma criança, eu sabia o que aquilo significava para mim como filha e para a minha família como um todo.

E naquele dia, eu tomei partido, não desejava mais ser sua filha bem quista, não quando ele sentiu necessidade de buscar uma nova família. Se não bastávamos para ele, porque ele tinha que bastar para as nossas vidas.

Não vou mentir, muitos anos já se passaram e essa menina de 3 anos, hoje é uma mulher linda, que eu admiro e amo. Ela é minha irmã e não há no mundo uma pessoa que tenha condições de mudar isso. De todo o caos que se seguiu, ela foi meu melhor presente, meu amor inteiro.

Poucos anos depois, mesmo sem ter as condições necessárias, minha mãe se separou do meu pai e minha mãe se tornou uma mulher divorciada e eu e meus irmãos nos tornamos filhos de uma mãe solteira, pois quando saiu da nossa casa, paulatinamente o pai saia das nossas vidas.

Muitos anos já se passaram, demos a volta por cima, vivemos com o pouco e fomos agraciados pelo cuidado de muitos, pessoas que somos muito gratos, minha mãe que Deus sustentou e cuidou em quanto ela dava tudo de si para que pudéssemos ter onde morar, o que vestir e o que comer. Ela que nos deu um lar, para voltar, um Deus para servir e um ombro forte e largo onde descansar nos dias maus.

Crescemos, lutamos, vencemos muitas dessas lutas, hoje eu e meus irmãos somos pessoas fortes e estabelecidas que não se curvam sob qualquer vento. Hoje minha mãe tem uma casa que é dela, uma profissão e uma aposentadoria, para quando ela desejar descansar.

Meu pai, perdeu o melhor de tudo, ele perdeu nossas formaturas, casamentos, nascimento de netos, batismos, perdeu natais, aniversários, sorrisos ao redor da mesa, amor sem medida, tem perdido, sorriso e o crescimentos dos netos, tem perdido o amor que ele nunca soube dá.

Ontem encontrei com o meu pai e apesar de respeitá-lo e ser grata pelo que ele nos ofereceu. A conexão se foi, o vinculo se quebrou, casei, separei, me estabeleci e em nenhum momento pensei nele como um pai, para isso eu tive minha mãe, meus irmãos e tios que assumiram seu lugar quando necessário.

Ontem eu vi meu pai e apesar da alegria por saber que nada nos separa de fato, tem a certeza que de igual modo nada nos uni. E eu sei que muita gente daria tudo para ter o pai vivo e eu provavelmente daria tudo para ter tido um pai que fizesse questão de está presente e que desejasse ter sido meu pai.

Borboletas?!

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Atualizações sobre a minha inexistente, mas resistente vida amorosa rsrsrs

O homem responsável pelas borboletas. Bom ainda não nos encontramos e pelo o que eu tenho acompanhado não acredito que isso venha a acontecer. Mas ainda nos falamos, menos que no inicio e é provável que com o tempo até essas pequenas conversas terminem também.

O que eu tirei de bom foi que eu vi todas as possibilidades o fato de meus traumas, medos não serem tão fortes a ponto de me paralisar, que ainda posso viver uma outra historia e que ela pode ate dá certo.

Estou com a alma quieta e isso é bom, para não dizer raro.

Pensei que estavam mortas!!!

Borboletas no Estomago

E agora? Ele tem as belezas que eu admiro. É bom caráter, trabalhador, estudioso, corajoso e Cristão.  Que de todas essas coisas é o que mais me motiva e ao mesmo tempo de expeli.

Medo, de fato estou apavorada, por essa espera dele dizer “oi!” No zap e começarmos as nossas conversas noturnas que entram na madrugada, gosto de falar sobre Deus, sempre desejei alguém com quem eu pudesse falar sobre Deus, que já tivesse lido a Palavra e pudesse trocar comigo pensamentos. Que me abençoasse sem eu precisar motivar.

Eu estou com borboletas no estomago. Estou com medo. Porque fazia tempo que elas haviam fugido de mim, medo do hoje e mais medo ainda pelo amanhã. Medo do que realmente é a vontade de Deus, pois sei que nem eu nem ele temos o desejo de nos envolver de graça, muito pelo contrario, sinto uma necessidade de que a graça de Deus nos envolve e abençoe o que hoje não é nada. Uma amizade que eu posso manter pelo resto na minha vida.

Ele tem bagagem, ele tem cicatrizes; tem três filhas do primeiro casamento, e as magoas de um casamento que não terminou bem, não sei quais foram às marcas deixadas em seu coração, ainda não descobrir minhas próprias marcas.

Sei que tem algo mexendo dentro de mim, pois sonhei com o meu ex marido, tive medo durante a noite. Como se a qualquer momento ele fosse aparecer e pegar meu celular e perguntar daquele jeito bruto, quase quebrando a tela “quem é esse homem aqui? Você é vagabunda mesmo!!” e aquelas muitas palavras que ele dividia comigo quando eu estava fora do seu poder.

Sinal que eu realmente estou me envolvendo, acho que vou colocar o pé no freio. Não vou estancar, só desacelerar. A prudencia nunca foi meu forte, mas parece que os últimos anos me ensinaram a ser mais prudente, sempre achei a prudencia uma justificativa para pessoas medrosas se esquivarem de viver. Eu estava errada!

Ser prudente nos priva de algumas emoções boas e de outras muitas ruins.

Vivendo a vida

rugindoDias loucos. Minha dor retornou, não com a mesma intensidade, mas voltou junto com uma tosse que só piora minha dor, e as vezes, só as vezes, bate um desespero, um medo que isso nunca termine.

Passar o dia e a noite sentindo dor te enlouquece aos poucos, você andar e doer a ponto de te paralisar ser necessário, esperar um tempo, paradinha para que a dor diminua e eu possa seguir meu caminho. Tento todas as vezes pensar no “jogo do contente” que aprendi em um livro quando criança e penso na dádiva de se ter pernas, quadril e a capacidade de andar, mesmo com dor, de ir trabalhar e retornar para casa. Tento pensar e vejo que tenho razão, que as coisas não são tão ruins como parecem.

Não posso parar e lamentar as minhas próprias escolhas o que eu posso fazer e modificar as minhas escolhas e melhorá-las e é isso que eu tenho em mente.

Por conta da dor, reiniciei a minha fisioterapia, e terei que perder nada menos que 16 quilos. perder peso nunca foi fácil para mim, na verdade é algo bem complicado, gosto de comidas gordas e não gosto de frango, peixe, verduras e essas coisas que as pessoas magras comem. Mas, terei que mudar minha rotina, confesso que iniciei aos poucos, estou comendo melhor, não me sinto mais magra, nem mais gorda, me sinto determinada…

Ontem fui ao médico no final da tarde e vi que no “vale a pena ver de novo” está passando a novela “Senhora do Destino” e me peguei pensando que apesar das pequenas interferência de terceiros, sou a responsável por meu futuro, sucesso ou fracasso.

E posso dizer que já fracassei demais, hora de começar a ganhar, e para ganhar preciso vencer de mim mesma, ultrapassar hábitos e costumes, ser a melhor para que na sequencia eu seja a primeira.

O dia de hoje, interlúdio de amanhã!

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Sou uma pessoa meio louca, inconsequente, e que normalmente vive a vida e segue. Se algum dia alguém ler esse blog, e se perguntar porque eu dei esse nome, para esse lugar que eu coloco as coisas mais profundas e serenas.

A coruja ela pia na noite, enquanto o mundo dorme, consegue montar ninhos em terra e no ar, isso mostra o quanto ela é adaptável, ela linda, algumas pessoas olham para ela e só conseguem ver “agoro” eu vejo coragem. Eu vejo escolhas. Eu vejo paz. Ela aprecia o silêncio, ela, ela é conquistada pela comida que o pretendente oferecer, são os machos que procuram o ninho e eles dividem a educação dos filhotes, são seres maravilhosos e quando eu passo um tempo lendo sobre eles eu penso que temos bastante coisas para aprender com as corujas, eu as amo. Lembro da primeira coruja que eu vi com meus próprios olhos, era branca, linda e voava silenciosamente por sobre o cemitério, dando o seu grito. Ela silenciosamente se fez vista. Outra coruja que eu vi, foi anos depois essa estava em terra em um campo bem grande, vigiando seus filhotes. Elas estavam em liberdade, liberdade.

Esse ano é o meu ano, é meu marco zero. Decidir que vou emagrecer, vou emagrecer de verdade, preciso perder os meus 20 quilos e quero que eles não voltem, quero arrumar meus cabelos e colocar lentes.

Quero crescer, uma das minhas metas é buscar uma segunda fonte de renda e acho que encontrei uma opção. Vou começar em abril. Quero voltar a dirigir, já que tenho a droga de uma carteira e ainda falta um carro, mas vejo isso no futuro, próximo.

Vou precisar de roupas novas quando minhas medidas mudarem, mas isso deve esperar alguns meses. Vou prestando conta por aqui.

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Sobre filhos…

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Sou tia já ha alguns anos, acho que sou uma boa tia, amo meus sobrinhos, amo ver o olhar dos meus irmãos quando estão atentos a cada movimento dos dois, amo olhar para a minha mãe e perceber que ela é o tipo de vó que um dia eu quero ser. Somos uma família pequena, e eu desejo em meu coração que meus sobrinhos tenham irmãos, para que eles saibam como é maravilhosa a alegria de olhar para uma criança que não é sua e saber que ela estará na sua vida para sempre. Eu os amo. E vou cuidar e amar deles pelo restante dos meus dias.

Mas daqui uns dias eu vou completar 33 anos. E mesmo com esse sentimento de menina, esse sorriso sem sentido, essa sensação de que eu preciso amadurecer. Me sobra tanta falta, hoje as faltas que me sobram são mais complexas. Bem mais complexas das que as de quando eu tinha 25, 17, 13 anos… não que aquelas faltas não importassem, mas as faltas de hoje são mais … não sei definir.

Queria gerar, parir e segurar uma criança que é minha, que eu possa educar com interessa, que eu possa amar daquele jeito que só Deus e as mães, amam e mesmo que eu sinta muito amor pelos meus sobrinhos, todo mundo faz questão de me lembrar que esse sentimento nem se compara com o que sentimos quando nos tornamos mãe. Quero ser avó, acho lindo o amor sem complicações que as avós dedicam aos seus netos e o amor devotado que eles dedicam as suas avós. Mesmo que todas as pessoas digam que eu tive sorte em ter me separado antes de engravidar, mesmo que eu acredite nisso, mesmo assim, eu as vezes penso que todos estão errados.

Sinto saudade do sorriso do filho que eu não tive, saudade das mãos, do cheiro, do toque, sinto saudade dessa criança que eu nunca segurei, sinto saudade por saber que cada dia que passa é um dia a menos e eu que nunca me imaginei minha vida da forma que ela está hoje, acredito que em algum momento os ventos serão favoráveis em algum momento eu vou comemorar as vitórias.

Você é feliz?

CadeadosSou uma pessoa feliz! Há muitos anos me importo com a veracidade dessa afirmação. Gosto de ser feliz, gosto de me sentir amada, acolhida, ouvida e respeitada. Quem não gosta! Mas sei que nem sempre isso é possível. Mesmo sendo uma mulher forte, também sou frágil e já perdi muita coisa, e algumas pessoas que eu tinha ou tive grande admiração.

Chorei, gritei com Deus, por não compreender, chorei novamente. Sorrir querendo chorar, disse que estava tudo bem, quando o mundo pesava por sobre mim, acredito que muita gente faz esse tipo de coisa, mas não posso falar por todo mundo, só posso falar por mim.

Eu já fui triste, muito triste, porém pior que minha tristeza, era que não conseguia reconhece-la, não conseguia assumir que eu estava longe da felicidade que eu sempre desejei para mim. E tentei consertar o que já não havia conserto, me prendendo há momentos que não existiam mais e nem iriam se repetir. Me tornei prisioneira. Eu que sempre andei em liberdade.

Hoje eu sou feliz, mas romper com um padrão nunca é fácil e não foi fácil para mim. E só quando me vi segura é que eu percebi a quantidade de tempo e lágrimas que eu gastei, e a quantidade de vida, sorrisos e boas lembranças eu havia deixado passar, algumas delas que eu nunca irei me perdoar.

Hoje, tive um dia feliz, um dia entre muitos dias que são felizes. Hoje moro em um lugar que parece comigo, hoje, posso passar todo o tempo do mundo com meus amigos e com a minha família, hoje eu sou livre, mas só me tornei livre quando deixei de ser minha própria carcereira, mesmo que as ordens fossem de outra pessoa, era eu quem decidia se iria obedecer ou não.

Hoje eu sou feliz, e Deus permita que em nenhum momento da minha vida eu perca minha felicidade, pois quando somos verdadeiramente amados, nossa infelicidade é contagiante e a nossa felicidade ainda mais.

Obrigada família e amigos por não desistirem de me ver sorrindo, por lutarem silenciosamente por mim. Eu agradeço, profundamente.

 

Em+Frente

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Sou filha de pais separados e neta de avós separados, fui criada ouvindo que o meu marido se chama trabalho e que não existe nada melhor do que ser independente.  Cresci tendo medo de boneca e amando correr e brincar na rua. Brincar de casinha nunca foi o meu forte.

Dei meu primeiro beijo com um menino que pensava que me enganava com a minha melhor amiga, mas na verdade eu e ela estávamos aprendendo a beijar e ele estava ali, disponível, na época eu tinha 13 anos e meu primeiro beijo foi no dia dos namorados, mas não houve nada de romantismo, foi na verdade bem didático e bom. Depois que conseguimos o que queríamos eu e minha amiga terminamos com ele simultaneamente, acho que ele não gostou muito, ninguém gosta de ser enganado.

Me apaixonei, várias vezes, dei outros beijos, mais interessantes. Aqueles beijos que fazem nosso coração saltar de ansiedade e felicidade. Até que conheci meu primeiro namorado, eu tinha 15 anos, e já havia beijado algumas pessoas. E agora escrevendo isso percebi que não lembro do meu primeiro beijo com ele, mandei um zap para ele perguntando e ele lembra e já fazem 18 anos, o primeiro amor é sempre marcante. Eu lembro com  nitidez do último, mesmo que na época eu não esperasse que fosse o último, mas foi e eu vi meu coração partido, pela primeira vez sentir aquela dor complicada de descrever, a dor de não ter.

Seguir em frente e 15 dias depois ele me pedia para voltar, aos 16 anos eu era uma criatura mais orgulhosa. Depois dele tive outros bons namorados, e com todos os outros eu terminei, até eu namorar um rapaz mais jovem e para ele dá meu coração, ele era meu melhor amigo, e hoje depois do fim, lamento só não poder tê-lo em minha vida.

Sempre me considerei muito seca sentimentalmente, meio homem quando se trata de ficar e não me envolver, ainda hoje consigo ficar com uma pessoa, sem que meus sentimentos sejam envolvidos, consigo seguir sem olhar para traz. Consigo lamentar sem dramatizar, seguir em frente, pois na vida temos que enfrentar o que vem e não lamentar o que passou. Em frente e enfrente.